Eletrodo será capaz de monitorar e tratar cérebro

Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh estão desenvolvendo um algo que pode representar uma grande avanço na medicina: um eletrodo cerebral que monitora o paciente e, ao detectar algo de errado, já ministra o tratamento necessário.

Isso é possível, pois o eletrodo é envolto em um filme condutor de polipirrol e carrega consigo neurotransmissores e drogas medicinais como a dopamina e GABA – esse remédios seriam liberados na dose certa conforme o problema (e sua gravidade) fossem detectados pelo eletrodo. Essa é uma boa notícia principalmente para as pessoas que tenham conviver com doenças que “incubadas” e que podem se manifestar a qualquer momento, como a epilepsia.


A grade de polipirrol que está presente no eletrodo tem a capacidade de monitorar a atividade elétrica dos neurônios e também, assim que detectar algo de estranho, enviar impulsos elétricos para que os neurônios voltem no tranco à normalidade – como um marca-passo cerebral. O invento dos médicos de Pittsburgh consegue monitorar regiões específicas do cérebro e assim registrar um disparo elétrico acidental desse órgão (que caracteriza a convulsão) e tratá-lo na hora, liberando algum remédio, que irá atingir apenas os neurônios com problemas.

O grande problema por enquanto é repor os remédios que o eletrodo liberar no cérebro. Por enquanto, seria necessário retirar o antigo e implantar um novo eletrodo no paciente, um processo doloroso e invasivo. Uma das formas que vem sendo estudada para recarregar o eletrodo de remédios é o uso de nanotubos de carbono que fariam essa reposição.

Xinyan Tracy Cui, pesquisador à frente da pesquisa, está muito confiante da utilidade de seu projeto, como deixou claro em uma entrevista a revista norte-americana New Scientist: "Nós temos a prova de conceito para uma tecnologia simples, mas poderosa que pode ser usada com uma variedade de diferentes drogas ou moléculas bioquímicas. Devido sua versatilidade, as possíveis aplicações são ilimitadas”.